FOLCLORE

Saci


O Saci é um menino brincalhão para uns e uma criatura do mal para outros. Um duende brasileiro.

Saci

O mito do Saci ou Saci Pererê data do fim do século 18 ou início do século 19, segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Está presente em muitas regiões do Brasil, desde o Amazonas ao Rio Grande do Sul. Saci é uma palavra tupi e pode ser usado como substantivo próprio ou comum.

Há muitas variantes ou versões do personagem. Em algumas, o Saci é considerado um ser brincalhão, enquanto que em outras ele é visto como uma criatura do mal. Sua figura, no entanto, é sempre semelhante: um menino ou homem negro, de uma perna só, que fuma cachimbo e usa um gorro vermelho.

Para alguns, é justamente este gorro que lhe dá poderes mágicos. Entre outros, o poder de desaparecer e aparecer quando quiser. O Saci gosta de travessuras e se diverte espantando cavalos, ou trançando-lhes a crina, queimando a comida e acordando as pessoas com gargalhadas.

Também gosta de esconder brinquedos e derramar sal nas cozinhas. Ele não atravessa córregos nem riachos. Se alguém for perseguido por um saci, deve jogar cordas com nós em seu caminho, pois ele vai parar para desatar os nós.

Dizem que os sacis viajam no interior de redemoinhos de vento. Se alguém jogar no redemoinho um rosário ou uma peneira, pode capturá-lo. Se conseguir tomar sua carapuça, vai realizar um desejo.

Na origem do mito do Saci encontram-se um pássaro, capaz de enganar os homens com seu assobio, pois, essas aves seriam capazes de projetar sua voz, de modo que quem o escuta não sabe ao certo onde ele está. Entre outros pássaro, o Saci é identificado com o Sem-fim (Tapera naevia).

No Estado de São Paulo e no município de Vitória, por leis locais, o 31 de outubro é o dia do Saci, que busca transformar num evento mais brasileiro o dia das bruxas ou halloween, do folclore norte-americano.

O Saci Pererê também se transformou em personagem nos livros de Monteiro Lobato e em histórias em quadrinhos, no traço bem humorado de Ziraldo, o conhecido autor de "O Menino Maluquinho".

Fonte: Página 3 Pedagogia & Comunicação
Foto: Joe Santos/Guerreiros Folclóricos


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